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Carne do Povo do Livro (parte 2 de 2)

Descrição: Duas lições que lançarão luz sobre as regras e regulamentos islâmicos para a carne abatida e as práticas prevalecentes nos matadouros ocidentais, e proporcionarão orientação sobre onde comprar carne.

Por Imam Mufti (© 2015 NewMuslims.com)

Publicado em 12 Jan 2020 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Estilo de Vida, Valores Morais e Práticas Islâmicas > Leis Alimentares


Objetivos:

·       Compreender os procedimentos dos matadouros no Ocidente para aves e gado e as regras islâmicas relacionadas a eles.

·       Entender o regulamento sobre a carne que não sabemos como foi sacrificada, como a carne que encontramos nos mercados e restaurantes.

·       Conselhos práticos para comprar sua carne.

Termos em árabes: 

·       Shariah – Lei islâmica.

·       Halal - Permitido.

·       Haram - Proibido.

Procedimento nos matadouros do Ocidente

Existem muitas provas documentadas dos procedimentos dos matadouros no Ocidente:

Procedimentos Avícolas

·       Encarceramento:

No matadouro as aves permanecem nos caminhões sem comida nem água entre 1 e 9 horas, às vezes até mais, esperando serem sacrificadas. No interior da planta, na zona "live -hang", ficam presas numa grelha de metal que as segura de cabeça para baixo pelos pés.

·       Tanque atordoador para imobilização elétrica:

As cabeças e o tronco das aves são arrastados através de um canal de água chamado "atordoador". Esta água é fria e salgada para conduzir eletricidade. O propósito é imobilizar as aves, evitar que se golpeiem e paralisar os músculos de suas asas para que possam sair facilmente. Às vezes a máquina para e o frango fica pendurado durante horas. 

·       Corte do pescoço:

Depois de ser arrastado pelo banho atordoador, as aves são degoladas parcialmente por uma lâmina rotativa e/ou cortador manual. Muitas vezes as artérias são perdidas porque estão embutidas no pescoço da ave.

·       Túnel de sangria e tanque de escaldamento:

Ainda vivas - a indústria mantém intencionalmente as aves vivas durante o processo de abate para que os seus corações continuem bombeando sangue - são pendurados de cabeça para baixo durante 90 segundos num túnel onde supostamente morrem devido à perda de sangue, mas milhões de aves não morrem, e muitas delas afogam-se em piscinas de sangue, quando a correia transportadora passa muito próxima do solo. Vivas ou mortas, as aves são atiradas em tanques de água semi-escaldada. Em 1993, dos 7 bilhões de aves abatidas nas instalações dos EUA, mais de 3 milhões foram submersas vivas em tanques escaldantes [1]. Segundo um ex trabalhador de matadouro, quando as aves são escaldadas vivas, "elas caem, gritam, chutam e saem os olhos das cabeças. Elas saem do outro lado com os ossos quebrados, sem algumas partes do corpo ou desfiguradas, devido ao esforço que fazem no tanque."

·       Pela perspectiva da Shariah, este método é problemático devido as seguintes razões:

(a)   O atordoamento pode levar à morte. Algumas estimativas indicam que até 90% das galinhas morrem eletrocutadas. Se assim for, então o frango estará morto antes de seu pescoço ser cortado e, portanto, será considerado carniça.

(b)   As lâminas das máquinas para cortar os pescoços muitas vezes não tocam no pescoço e o cortam parcialmente. A indústria avícola tem um nome especial para este tipo de frango, "peles vermelhas". Eles então são mortos no tanque escaldante. Estas galinhas também serão consideradas carniça.

(c)   Quando a máquina está cortando as gargantas, não é possível pronunciar Bismillah para cada galinha. No máximo, a pessoa pode pronunciar antes de ligar a máquina. Pronunciar Bismillah no momento do abate é um requisito para que a carne do animal seja halal.

Procedimentos pecuários

Antes de serem abatidos, os gados bovinos do Ocidente são mantidos no que chamam de feedlot ou "cidade das vacas". Em vez de pasto, eles são alimentados com milho, que é barato, para que engordem em um curto período de tempo. O milho cria problemas de saúde, por isso são administrados antibióticos. Há até 100.000 animais em algumas centenas de hectares. As vacas têm pouco espaço para ficar de pé, dormem e descansam sobre o estrume. A primeira coisa que fazem quando chegam ao matadouro é remover o estrume. É um processo difícil, alguns se misturam com a carne. O estrume contém E-Coli e outros agentes patogênicos. E isso contamina a carne.

Nos EUA, por lei, o gado deve ser atordoado por um choque elétrico, gás, golpe na cabeça com um martelo, ou um tiro entre os olhos com um parafuso de mola (denominado "sistema de êmbolo cativo") antes de ser pendurado de cabeça para baixo e abatido pela garganta. Durante esta fase do processo, apenas duas veias jugulares são cortadas e o esôfago e o trato respiratório são deixados intactos.

Este é um procedimento típico: um homem segurando um objeto que se parece com uma pistola de pregos, chamada de aturdidor, injeta um parafuso de metal no cérebro da vaca, bem entre os olhos. Com o tamanho e comprimento de um lápis grosso. Isto deveria fazer com que o cérebro do animal morra.

Um animal atordoado é halal, depois de ser abatido por um muçulmano, judeu ou cristão? Em alguns casos, os animais morrem antes de serem sacrificados, o que os torna haram.  Os sábios que já presenciaram alguns desses procedimentos duvidam que o animal esteja vivo depois de ter sido alvejado entre os olhos. Em alguns casos, choque elétrico e inalação de gases tóxicos também causam morte por asfixia. Esta parece ser uma área de pesquisa para os especialistas muçulmanos. No mínimo, atordoar os animais desta forma é uma prática duvidosa e vale a pena mencionar que os judeus não a realizam. 

O consumo de carne vendida em mercearias ocidentais não pode ser considerado halal pelas seguintes razões:

(a)   Não há forma de saber a religião da pessoa que faz o sacrifício, já que muitas pessoas que trabalham nos matadouros são hindus, sikhs, budistas, ateus ou não têm religião.

(b)   Embora a maioria das pessoas que vivem na área onde o matadouro está localizado sejam do Povo do Livro, não há como saber se aquele que faz os sacrifícios é apenas alguém com um nome cristão, já que muitas pessoas no Ocidente hoje em dia têm nomes cristãos, mas não o são. 

(c)   Mesmo que se assuma que a pessoa é cristã, a maioria dos métodos usados em matadouros tornaria o animal completamente haram ou pelo menos duvidoso (como as vacas atordoadas).

Dadas as considerações anteriores, não é permitido que um muçulmano compre sua carne em mercearias no Ocidente a menos que exista a certeza de que a carne tenha sido sacrificada de acordo com as normas da Shariah.

'Adi ibn Hatim narrou: "Perguntei ao Mensageiro de Allah sobre a caça. Ele disse: "Quando lançares a flecha recita o nome de Allah; e se descobrirem que a flecha matou, comam, exceto quando encontrem o animal caído na água, pois nesse caso não saberão se foi a água que causou a sua morte ou a sua flecha." [2]

Este hadith indica: existem alguns indícios se a carne é halal e outros de que é haram, neste caso terão preferência os indícios de que é haram. Além disso, se considera que a carne é ilícita, até que se demonstre que é halal, como mencionam muitos juristas.

E se não soubermos se o nome de Deus foi pronunciado na carne sacrificada por um judeu ou cristão??

Sem nenhuma controvérsia acadêmica, está permitido consumir em tal caso.

Carne sacrificada por pagãos, hindus e ateus

Os eruditos estão de acordo que essa carne sacrificada é haram e não se pode comer.

Se o hindu ou politeísta não sacrifica a carne, ele próprio, e compra carne halal, então pode comê-la. 

O que faço se não sei quem sacrificou, nem como, a carne encontrada em mercado ou restaurante?

(i)    Se estiver num país de maioria muçulmana, pode comprar a carne no mercado e comê-la sem nenhum inconveniente, inclusive se não sabe o nome da pessoa que a abateu ou se foi feita de acordo com a Shariah. Isto porque se supõe que, o que é encontrado em terras muçulmanas, cumpre os critérios estabelecidos pela Shariah.

Uma pessoa comentou ao Profeta que recebeu carne e não sabia se haviam pronunciado o nome de Allah sobre ela. O Profeta orientou que dissessem "Bismillah" e que comessem.

(ii)   Em um país onde a maioria das pessoas não são judeus nem cristãos, a carne não pode ser comprada nos mercados e não pode ser consumida, a menos que se determine ou tenha boas razões para crer que foi devidamente sacrificada por um muçulmano, um judeu ou um cristão.

(iii)  Se está em um país onde se encontra carne halal e haram, então não é permitido devido a dúvida; porque em um cenário onde o halal e o haram coexistem, se dá preferência (na regra) ao haram; portanto, devemos evitar tais carnes. Esta é a posição da maioria dos eruditos. Se baseia em um hadith de 'Adi que perguntou:  "Suponhamos que enviei meu cachorro, porém eu encontrei outro cachorro no campo, e eu não sei que cachorro peguei. O Profeta respondeu: 'Não coma, porque embora você tenha mencionado o nome de Allah sobre seu cão, você não o mencionou sobre o outro cão.'"

(iv)  Se você está em um país onde a maioria da população é judia e cristã, a regra original é a mesma que a dos países muçulmanos, pois sua carne é permitida assim como a dos muçulmanos. Mas, quando se sabe com certeza ou há uma boa razão para acreditar que eles não sacrificam de acordo com os critérios estabelecidos pela Shariah então a carne não pode ser comida a menos que tenha sido provado que foi devidamente abatida. Este é o caso predominante nos países ocidentais, como afirmam muitos estudiosos que viveram aqui ou que pesquisaram este tema. 

Conselhos práticos

·       Busque as lojas muçulmanas halal em sua área ou cidades vizinhas.

·       Entre em contato com sua mesquita local ou peça a seus amigos muçulmanos informação sobre as lojas que vendem carne halal.

·       Em relação às carnes sacrificadas por judeus e cristãos, deve-se ter cuidado para que as carnes não sejam processadas. Se são processadas, é necessário ler a etiqueta dos ingredientes. Em muitos casos é colocado álcool (vinho tinto/vinho branco) aos produtos para amaciar e dar sabor. 

·       Você pode comprar carne crua marcada como kosher nas mercearias locais.

 



Notas de rodapé:

[1] Lei de liberdade de informação #94-363, Aves de aviário sacrificadas, condenadas e cadáveres, 6/30/94

[2] Sahih Muslim

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