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Atos recomendados do banho ritual (ghusl)

Descrição: Uma explicação de quando é recomendado fazer o ghusl e entender algumas diretrizes e pareceres gerais, especialmente relacionados às mulheres.

Por Imam Mufti

Publicado em 06 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Atos de Adoração > As Orações


Pré-requisitos

·       Etiqueta do banho ritual (ghusl).

Objetivos

·       Conhecer as ocasiões em que fazer o ghusl não é obrigatório, mas um ato recomendado e recompensável.

·       Entender a legislação para as mulheres em relação ao ghusl.

·       Familiarizar-se com as diretrizes gerais relativas ao ghusl.

Termos em árabe

·       Ghusl – Banho ritual.

·       Wudu – Ablução.

·       Eid – Festividade ou celebração. Os muçulmanos celebram dois grandes feriados religiosos, conhecidos como Eid-ul-Fitr (que ocorre após o Ramadan) e Eid-ul-Adha (que ocorre na época do Hajj).

·       Salat ul-Jumuah – Oração de sexta-feira.

·       Junub – Aquele que está em estado de impureza pós-sexual.

·       Fajr - Oração da alvorada.

Quando é melhor, mas não necessário, fazer o ghusl?

Existem certas ocasiões em que é recomendável e recompensável para um muçulmano fazer o ghusl. Algumas delas estão listadas aqui:

(1)      Para a oração de sexta-feira (Salat ul-Jumuah em árabe).

É melhor fazer o ghusl sexta-feira antes do Salat ul-Jumuah.[1]  O tempo começa entre o amanhecer de sexta-feira e o tempo da oração do Jumu'ah. Embora possa não ser possível para muitos fazê-lo antes do Jum'uah, devido ao trabalho ou à escola, podem fazê-lo antes de saírem pela manhã. Se a pessoa quebra seu wudu depois de fazer o ghusl, é suficiente realizar um novo wudu sem tomar banho novamente.

(2)      Para as orações bianuais de Eid.

O muçulmano é encorajado a fazer o ghusl para as orações de Eid.  Diversos relatos dos Companheiros foram reportados sobre este assunto.

(3)      Ao entrar em Meca.

É recomendável que todos aqueles que queiram entrar em Meca façam ghusl.[2]

(4)      Ghusl depois de lavar um cadáver.

ghusl é recomendado àquele que lavou um cadáver.[3]

Ghusl para as mulheres

A mulher toma banho conforme descrito acima, a não ser que ela tenha feito tranças no cabelo, caso em que não precisa desfazê-las, desde que a água chegue ao couro cabeludo.[4]  É suficiente que ela derrame água sobre sua cabeça três vezes, certificando-se de que chegue completamente ao couro cabeludo.

Esmalte ou qualquer outro agente que impeça a água de chegar nas partes do corpo deve ser removido na hora do ghusl.[5]

É preferível que a mulher, depois de fazer o ghusl devido à menstruação ou sangramento pós-parto, pegue um chumaço de algodão embebido em fragrância e umedeça suas partes íntimas, de modo a limpar-se do odor do sangue menstrual.[6]

O ghusl não é necessário nos seguintes casos:

(i)   Secreção vaginal normal. É normal que a vagina seja naturalmente umedecida com um tipo de muco. Ele muda, ao longo do ciclo mensal, em resposta à produção de hormônio corporal. A maioria das mulheres jovens e mais velhas normais tem um corrimento branco e pegajoso chamado leucorreia, um líquido bastante distinto do líquido orgásmico. É normal que um pouco de secreção lhe chegue à roupa. Essas secreções podem ser mais inclinadas à umidade ou à secura, e serem mais ou menos espessas ou viscosas. Podem ficar brancas ou amarelas quando expostas ao ar. Os fluidos vaginais normais podem ter um aroma suave, ou nenhum aroma, e podem ser brancos ou leitosos quando úmidos, de cor amarelada quando secos e com consistência semelhante a muco ou pegajosa. Eles podem ser mais pesados durante o meio do ciclo, quando a ovulação ocorre, durante a gravidez, e devido ao uso de pílulas contraceptivas. O ghusl não é necessário em tais casos.

(ii)  Preliminares, pensar em relações sexuais e excitação sexual, dilatam as veias. Esse inchaço cria uma "reação de transpiração", produzindo um fluido que lubrifica a vagina e molha a entrada. A combinação de muco vaginal e lubrificação compõe as secreções sexuais das mulheres. Pode ser branco e fino e não é seguido por sensação de cansaço. Este fluido é chamado madhiy em árabe. O ghusl também não é necessário neste caso.

A mulher é considerada sexualmente impura e deve fazer o ghusl em dois casos:

(a)  Introdução do pênis na vagina, ainda que não haja ejaculação, rende a ambos, ao marido e a esposa, impuridade sexual. Ambos devem fazer o ghusl para retomar a adoração.

(b)  Emissão de fluido vaginal, chamado de maniy devido ao sonho molhado[7]  e orgasmo feminino.

A mulher tem que fazer o ghusl se ela tiver um sonho erótico e perceber umidade quando levantar.

O ghusl torna-se obrigatório quando o maniy é produzido, depois do orgasmo feminino, devido a qualquer outro motivo desse assunto. O orgasmo é o clímax da atividade sexual acompanhada de contrações vaginais e outras alterações no corpo, e geralmente resulta de relações sexuais.[8]

Certos indicadores, como o cheiro e a cor, diferenciam o maniy da secreção vaginal normal. O maniy feminino, cujo fluido requer ghusl, é conhecido por diversas características:

(a)  É liberado como resultado de sentir prazer sexual e a mulher sente-se excitada quando ele é produzido.

(b)  É seguido de um sentimento de cansaço.

(c)  Possui um cheiro particular.[9]

(d)  Geralmente é amarelo é não-viscoso. Pode ser branco.

As duas primeiras características são talvez os indicadores mais importantes. As secreções vaginais descritas acima que não reúnem as características do maniy não requerem ghusl, mas requerem wudu.

Diretrizes gerais para o ghusl

Marido e mulher podem tomar banho juntos, mas é imodesto e proibido tomar banho nu ou em trajes de banho em público. É proibido descobrir as partes íntimas, a não ser para o cônjuge ou para tratamento médico.

É suficiente fazer um ghusl para dois motivos, como por impuridade sexual e pela oração de sexta-feira, desde que a pessoa faça a intenção para ambos.

É suficiente que a pessoa faça o ghusl mesmo sem ter feito a ablução.

É perfeitamente permitido para uma pessoa em impureza pós-sexual (junub) ou para uma mulher menstruada depilar-se, cortar as unhas, fazer compras e assim por diante, e isso não é considerado um ato repreensível.

É permitido que os cônjuges usem a água restante do outro, da mesma forma que é permitido que ambos façam ghusl no mesmo recipiente.

Os cônjuges não têm que fazer o ghusl imediatamente depois da relação sexual. Se feito depois da oração da noite, é permissível esperar até a oração do Fajr. Nesse caso é recomendado fazer o wudu antes de dormir.



Notas de Rodapé:

[1] O Profeta disse, “Aquele que faz a ablução perfeitamente e depois vai para a oração de sexta-feira e ouve atentamente, será perdoado durante o período entre aquela sexta-feira e a próxima, e mais um adicional de três dias.” (Sahih Muslim)

[2] Nafi' relatou que  Ibn Umar jamais entrou em Meca sem passar a noite em Dhi Tawu até que fosse alvorada, quando ele tomava um banho e entrava em Meca, de manhã. Ele, (Ibn Umar) mencionou que o Mensageiro de Allah costumava fazer isso. (Os dois Sahihs. Essa versão é do Sahih Muslim)

[3] Relata-se que o Profeta disse “Aquele que lavou um cadáver deve fazer ghusl, e quem o carregou deve fazer ablução.” (Musnad, Abu Dawud, Al-Tirmidhi, Nisa’i, Ibn Majah)

[4] Umm Salamah, a esposa do Profeta, disse, "Ó Mensageiro de Allah, eu fiz trança na minha cabeça. Preciso desfazê-las para o ghusl depois da relação sexual?” Ele disse: “Não, basta que você jogue três punhados de água na cabeça e depois derrame água sobre si mesma. Depois de fazer isso, você estará purificada.” (Musnad, Sahih al Bukhari, e Al-Tirmidhi)

[5] Isso é baseado na ordem de Allah de lavar o rosto e as mãos, etc. (fazer wudu) no Alcorão 5:6 antes da oração. Segundo os sábios, a lavagem implica em que a água realmente chegue à pele; portanto, qualquer produto isolante que a cubra deve ser removido.

[6] Uma companheira perguntou ao Mensageiro de Allah sobre o ghusl após o término da menstruação. Ele disse: “Ela deve usar água misturada com as folhas da Árvore de Lote e limpar-se. Depois, deve derramar água sobre a cabeça e esfregar bem até atingir as raízes do cabelo, após o que deve derramar água sobre ele. Depois, deve pegar um pedaço de algodão manchado de almíscar e limpar-se com ele.” (Abu Dawud, Ibn Majah, e outros)

[7] Sonhos úmidos em mulheres ainda são pouco estudados até hoje, mas confirmados pelo Profeta Muhammad há 1400 anos. Em 1953, Alfred Kinsey, Ph.D., pesquisador de sexualidade, descobriu que quase 40% das 5.628 mulheres que ele entrevistou experimentaram pelo menos um orgasmo noturno (orgasmos durante o sono), ou "sonho molhado", quando tinham 45 anos de idade. Um estudo menor publicado no Journal of Sex Research, em 1986, descobriu que 85% das mulheres que haviam experimentado orgasmos noturnos o haviam feito aos 21 anos de idade ... algumas antes mesmo de completar 13 anos. As secreções vaginais podem ser um sinal de excitação sexual sem orgasmo.

[8] Na maioria das mulheres o fluido não é ejaculado no orgasmo feminino, mas a umidade vaginal acontece.

Em algumas mulheres, acredita-se que a "ejaculação" de um líquido claro seja produzida pelas glândulas de Skene com composição semelhante à da próstata de um homem. É produzida durante o orgasmo e não é urina. É semelhante em composição ao sêmen, apenas sem o esperma. Esse fluido difere das secreções de uma mulher durante a excitação.

[9] Mesmo que não seja familiar para muitos leitores, é descrito como o pólen de palmeira ou o cheiro de massa.

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