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Presságios

Descrição: Uma visão geral dos presságios que são comumente encontrados na sociedade moderna, suas possíveis origens e a posição islâmica a esse respeito.

Por Imam Mufti

Publicado em 02 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Crenças Islâmicas > Unicidade de Deus (Tawhid)


Pré-requisitos

·       A crença em Allah (2 partes).

Objetivos

·       Entender com que frequência são os presságios na sociedade moderna.

·       Aprender o significado preciso de presságio.

·       Apresentar uma visão geral dos presságios comuns e suas possíveis origens.

·       Conhecer os regulamentos islâmicos sobre presságios.

·       Conhecer a oração para expiar a crença nos presságios.

Termos em árabe

·       Tawhid - A Unidade e Unicidade de Allah em relação a Seu Senhorio, Seus nomes e atributos e Seu direito de ser adorado.

·      Shirk - Uma palavra que implica associar parceiros a Allah ou conferir atributos divinos a outro que não seja Allah; ou acreditar que a fonte de poder, dano e bênçãos vem de outro fora de Allah. 

·       Tiyarah - Ver presságios nos movimentos dos pássaros ou outras coisas.

Um presságio é definido como um sinal que anuncia um evento futuro. Alguns presságios são tomados como sinais de boa sorte, enquanto outros são interpretados como um sinal de mal iminente. Existem muitas superstições sobre os bons e maus presságios no mundo, e um muçulmano deve ter uma compreensão clara de como isso afeta sua crença. Presságios não são pequenas coisas sem sentido nas quais as pessoas apenas acreditam; são baseados em idéias pagãs que não têm nada a ver com o Islam. Lembre-se de que a idolatria não apareceu da noite para o dia; tais superstições primeiro se enraízam e abrem a porta para a adoração de ídolos, deuses humanos e astros. Pouco a pouco, as pessoas vão esquecendo os ensinamentos puros de seus profetas e os misturam com superstições. O Islam fecha todas essas portas e arranca pela raiz toda superstição que possa afetar a crença pura e simples no Tawhid.

A seguir, alguns exemplos de presságios comuns:

(1)  Quebrar um espelho significa sofrer sete anos de má sorte. Antes da invenção dos espelhos, o homem olhava seu reflexo, percebido como seu "outro eu", em piscinas, lagoas e lagos. Se a imagem estivesse distorcida, era considerada um sinal de desastre iminente. Assim, os espelhos de metal "inquebráveis" dos primeiros egípcios e gregos eram objetos de grande valor devido às suas propriedades mágicas (como a propriedade de refletir sem distorções). Após a introdução dos espelhos de vidro, os romanos começaram a considerar o espelho quebrado como um sinal de má sorte, pois cada peça refletia e multiplicava seu "outro eu". A duração do infortúnio prescrito veio da crença romana de que o corpo do homem é rejuvenescido fisicamente a cada 7 anos e se tornava, de fato, um novo homem.

 (2) Bater na madeira: a crença antiga de que os espíritos viviam nas árvores ou as protegiam. Os gregos adoravam o carvalho, já que era sagrado para Zeus, os celtas acreditavam nos espíritos das árvores e ambos acreditavam que tocar as árvores sagradas trazia boa sorte. A tradição irlandesa argumenta que "tocar a madeira" é uma maneira de agradecer aos duendes um pouco de sorte. Os pagãos também tinham crenças semelhantes sobre os espíritos protetores das árvores. Os chineses e os coreanos pensavam que os espíritos das mães que morreram no parto permaneciam nas árvores próximas. Outra explicação aponta para a cruz cristã de madeira como a origem da "boa sorte", embora seja provável que esta seja uma adaptação cristã das práticas pagãs anteriores.

(3)  Acredita-se que o derramamento inadvertido de sal seja seguido pelo infortúnio, de modo que seja deliberadamente derramado ou jogado sobre o ombro esquerdo para combater o mal. As superstições sobre o sal remontam aos tempos bíblicos, quando o sal era uma mercadoria muito apreciada. Era caro, crucial para a preservação dos alimentos e era frequentemente usado no lugar da moeda. Portanto, derramar sal era considerado uma ofensa quase sacrílega, deixando alguém exposto às maquinações do diabo. Jogar sal por cima do ombro é considerado uma maneira de manter o diabo à distância enquanto estiver em uma situação particularmente vulnerável. O sal é destinado a cegar o diabo, para que ele não possa testemunhar o erro ou impedi-lo de se esconder enquanto limpa a desordem.

(4)  Sexta-feira 13: A cultura ocidental tem considerado a sexta-feira 13 particularmente infeliz por centenas de anos. Em muitos arranha-céus nos Estados Unidos, o 13º andar é omitido e a numeração salta diretamente para 14. Também é comum acreditar que o sexto dia da semana é de má sorte, assim como o número 13. A combinação, que ocorre de uma a três vezes por ano, inevitavelmente leva a essa superstição reforçada.

As pessoas evitam viajar nesse dia. Alguns dizem que o número 13 foi deliberadamente depreciado pelos padres das religiões patriarcais porque representava a feminilidade, uma vez que correspondia ao número de ciclos lunares (menstruais) em um ano, e esse número era reverenciado nas culturas que cultuavam as deusas da antiguidade Os hindus acreditavam que era de má sorte que 13 pessoas se encontrassem em um só lugar. Essa convicção foi compartilhada pelos antigos escandinavos. Muitos eventos bíblicos considerados ruins supostamente ocorreram na sexta-feira, incluindo a expulsão de Adão e Eva do Jardim do Éden, o início do Grande Dilúvio e a suposta crucificação de Jesus.

O regulamento islâmico sobre presságios

Antes do Islam, os árabes consideravam que a direção em que os pássaros voavam era um sinal de bom ou mau presságio. Se uma pessoa embarcasse em uma viagem e visse um pássaro voando sobre ele à sua esquerda, retornava para casa. Essa crença foi chamada tiyarah. Os árabes antigos viam presságios no voo dos pássaros, outras nações viam em outros lugares; no entanto,em essência, todos são iguais. Portanto, tiyarah refere-se a uma crença geral nos presságios e o shirk subjacente em todos eles é o mesmo. O Islam invalidou tais práticas supersticiosas porque elas direcionam uma forma de adoração muito importante do coração – a confiança – a outro ser que não é Allah. O Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse:

“A tiyarah é shirkh, e quem a pratica não é dos nossos. Allah libertará dela (dessa crença) quem procura depender de Allah.” (Al-Tirmidhi)

Um dos companheiros do Profeta mencionou que algumas pessoas seguiam os presságios dos pássaros. O Profeta disse:

“Isso é algo que vocês inventaram, então não deixe que isso os detenha.” (Sahih Muslim)

O que o Profeta quis dizer é que tais presságios estão apenas na imaginação do ser humano; portanto, as pessoas não devem permitir que eles impeçam o que planejam fazer. Allah não fez do padrão do voo de um pássaro um sinal de boa ou má sorte.

Os companheiros do Profeta levaram a sério a proibição de presságios. Ikrima disse que certa vez estavam sentados com Ibn 'Abbas, o companheiro do Profeta, um pássaro voou sobre suas cabeças e gritou. Um homem exclamou: "Bom! Bom! Ibn Abbas o corrigiu: "Não há nem bom nem mau".

Tais crenças supersticiosas atribuem a capacidade de causar boa ou má sorte aos seres criados por Allah. Além disso, o medo do infortúnio e a esperança da boa sorte são direcionados a outro que não é Allah, quando toda a nossa confiança deve ser direcionada somente a Ele. Tais crenças também assumem que é possível prever eventos futuros, enquanto Allah é o único que sabe o que vai acontecer no futuro. Allah disse ao Profeta no Alcorão que dissesse que, se ele conhecesse o invisível, teria adquirido para si todo o bem. (Alcorão 7:188)

O Mensageiro de Allah disse:

Tiyarah é shirk, tiyarah é shirk.” (Abu Dawud)

Em outro hadith, disse:

“Quem quer que evite fazer algo por tiyarah, cometeu shirk.” (Al-Tirmidhi, Ibn Majah)

Quando os companheiros perguntaram qual era sua expiação, lhes ordenou que dissessem:

"Allah-humma la khayraa illa khayruk, wa laa tayra illa tayruk, wa la illaha illa ghayruk."

“Oh Allah, não há bem senão o Teu bem, nem presságio senão o Teu presságio, e não há deus fora de Ti.” (Ahmad, Tabarani)

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