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Preservação da Sunnah (parte 3 de 4)

Descrição: Uma introdução à coleção de hadith, sua conservação e transmissão. Parte 3: Segunda etapa da coleção de ahadith e o Sahifah de Hammam Ibn Munabbih.

Por Imam Mufti

Publicado em 02 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > O Profeta Muhammad > Hadith e Sunnah


Pré-requisito

·       Guia de Hadith e Sunnah para iniciantes.

Objetivos

·       Apreciar os esforços e zelo dos companheiros na preservação e transmissão da Sunnah.

·       Aprender sobre as viagens dos primeiros muçulmanos em busca de ahadith.

·       Compreender a importância da Sahifah, de Hummam Ibn Munabbih, ao provar conclusivamente a preservação escrita da Sunnah desde os tempos remotos.

Termos em árabe

·       Sunnah - A palavra Sunnah tem vários significados, dependendo da área de estudo; no entanto, o significado geralmente atribuído é: palavras, ações e aprovações do Profeta.

·       Hadith (plural: ahadith) - É um relato ou uma história. No Islam, refere-se a um registro narrativo dos ditos e ações do Profeta Muhammad e seus companheiros.

·       Fiqh - Jurisprudência islâmica.

Segundo estágio na coleção de ahadith

Com a morte do Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele), o trabalho de preservação da Sunnah e da coleção de ahadith entrou no segundo estágio.

Os companheiros ensinavam o que haviam aprendido do Profeta porque sentiam que as pessoas necessitavam disso, e estavam muito conscientes do pecado que implica esconder o conhecimento. Portanto, dedicavam grande parte de seu tempo ao ensino regular. Para os companheiros do Profeta, a religião que havia trazido era uma joia inestimável; era algo que valorizavam acima de tudo no mundo. Por ela, haviam renunciado a amizades, negócios e a suas próprias casas; para defendê-la, haviam dado suas próprias vidas; levar essa bênção divina, o maior presente de Deus, a outras pessoas foi o próprio objeto de suas vidas. Portanto, a difusão de seus conhecimentos era sua primeira e principal preocupação. Além disso, o Profeta havia imposto o dever, sobre aqueles que viam e ouviam suas palavras, de transmiti-las às gerações futuras. De fato, eram fiéis à grande responsabilidade que haviam recebido.

Após a morte do Profeta, seus companheiros cumpriram a missão de levar a mensagem do Islam aos cantos mais distantes do mundo. Qualquer que fosse a direção que tomassem, e qualquer que fosse o país que viajassem, levavam o Alcorão e a Sunnah. Como resultado, dentro de um quarto de século após a morte do nobre Profeta, os companheiros levaram a luz do Islam ao Afeganistão, Irã, Síria, Iraque, Egito e Líbia. Esses companheiros levavam consigo o conhecimento da Sunnah; portanto, nem todo o conhecimento da Sunnah permaneceu em Medina. Alguns companheiros que foram ao Iraque como "Abdullah Ibn Mas'ud" ou ao Egito "como Amr Ibn Al 'Aas" levaram consigo o conhecimento que possuíam, e todos transmitiram o conhecimento da Sunnah a seus alunos antes de morrer.

Cada um deles, mesmo que tivesse conhecimento de um incidente relacionado à vida do Profeta, considerava seu dever transmiti-lo aos demais. Indivíduos como Abu Hurairah, Aisha, Abdullah Ibn 'Abbas, Abdullah Ibn Omar, Abdullah Ibn Amr, Anas Ibn Malik e muitos outros que haviam feito da preservação da Sunnah o objetivo de suas vidas, tornaram-se referências àqueles que recorriam a pessoas de diferentes partes do mundo islâmico, pois eram uma fonte de conhecimento sobre o Profeta e sua religião.

Somente Abu Hurairah tinha oitocentos discípulos. A casa de Aisha também era visitada por centenas de estudantes entusiasmados. A reputação de Abdullah Ibn 'Abbas era igualmente grande e, apesar de jovem, ocupava um lugar de destaque entre os conselheiros de Omar devido a seu conhecimento do Alcorão e da Sunnah. Assim, um grande número de companheiros do Profeta se tornou o meio de difusão do conhecimento religioso.

O fervor da nova geração pela aquisição de conhecimento religioso era tal que os estudantes viajavam de um lugar a outro para completar seu conhecimento da Sunnah e verificar algum hadith do Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Alguns deles viajavam longas distâncias para obter informações em primeira mão sobre um único hadith. Por exemplo, Jabir Ibn Abdullah viajou de Medina a Síria por um hadith. Foi um mês de viagem, como o próprio Jabir relatou.[1] Outro companheiro, Abu Ayoub, viajou ao Egito para perguntar a Uqba Bin Amr sobre um certo hadith, pois havia apenas dois daqueles que ouviram esse hadith em particular do Profeta. Depois de escutar o hadith, já não tinha mais o que fazer no Egito e voltou para Medina. Segundo relatos, Said Ibn Musaiab disse que costumava viajar por dias e noites em busca de um único hadith; e há relatos de outro companheiro do Profeta que fez uma viagem ao Egito por causa de um hadith. O fervor da geração seguinte foi igualmente grande. Abul 'Aliya disse: "Ouvimos falar de um hadith sobre o Profeta, mas não ficamos satisfeitos até que fomos ver o companheiro em pessoa e ouvi-lo diretamente dele."

Manuscrito de hadith: Sahifah de Hammam Ibn Munabbih

É uma das primeiras compilações de ahadith. A coleção manuscrita de ahadith do companheiro Abu Hurairah foi ditada a seu aluno Hammam. O próprio Abu Hurairah costumava dividir a noite em três partes: um terço para dormir, um terço para rezar e um terço para lembrar os ahadith do Profeta. Desde que Abu Hurairah morreu cerca de 48 anos após o Profeta (58 H.), essa Sahifah deve ter sido ditada a Hummam em algum momento antes disso. Hammam morreu no ano 101 H. Hammam leu esses ahadith para seu aluno Ma'mar (que morreu em 113 H.). Ma'mar os leu para Abdur-Razzaq Ibn Hammam, que o transmitiu a dois de seus alunos: Imam Ahmad Ibn Hanbal e Yusuf As-Sulami.

O Imam Ahmad incorporou todo essa obra, exceto dois ahadith, em seu Musnad quase na mesma ordem em que foram registrados na Sahifah, enquanto Yusuf As-Sulami continuou transmitindo toda a obra sem fundi-la em uma maior. Foi transmitido continuamente até o século IX, que é a data do manuscrito de Berlim, um dos 4 manuscritos desta obra que hoje ainda existem.

O Museu do Imam Ahmad é organizado de acordo com o Companheiro que narrou o hadith, é muito fácil encontrar todos os ahadith de Hammam sob a autoridade de Abu Hurairah. Outros livros, onde os ahadith são classificados por assunto, também incorporam grande parte da Sahifa. Dos 137 ahadith na Sahifa de Hammam:

29 estão registrados por Bukhari e Muslim.

22 estão registrados apenas por Bukhari.

48 estão registrados apenas por Muslim.

Portanto, 99 dos 137 ahadith podem ser encontrados apenas em Bukhari e Muslim. Quando são estudadas as diferentes coleções de ahadith publicadas, observa-se que os significados – na realidade, as formulações – dos ahadith não mudaram desde a época de Abu Hurairah até a época de Al Bukhari (194-256 H). Comentários de Hamidullah:

“Supondo que Al Bukhari cite um hadith com a autoridade da cadeia de narradores mencionada acima (Ahmad - Abdur-Razzak - Mamar - Hammam - Abu Hurairah). Quando essas fontes mais antigas não estavam disponíveis, um cético tinha o direito de abrigar dúvidas e dizer que talvez Al Bukhari não tenha dito a verdade, mas que simplesmente fabricou a corrente ou o conteúdo de ambos. Mas agora que todos os trabalhos anteriores estão à nossa disposição, não há possibilidade de imaginar que Al Bukhari tenha falsificado algo do que registrou ou que tenha narrado algo que ouviu de falsificadores ... Com a descoberta desses trabalhos anteriores nos últimos tempos, podemos comprovar a veracidade de cada um deles. Nos vemos na obrigação de reconhecer a todos como solidamente genuínos, uma vez que tais relatos foram transmitidos não apenas por Abu Hurairah, mas também por outros companheiros do Profeta de forma independente, e em cada caso a cadeia ou isnadha tem sido diferente. Mesmo depois de mais de 13 séculos, não houve uma única alteração no texto da coleção. Se não fosse o risco de entediar o leitor, seria fácil mostrar em detalhes como, além de Abu Hurairah, cada um dos relatos contidos na Sahifa de Hammam foi narrado por vários outros companheiros. Tais relatos nunca poderiam ter se originado no terceiro ou quarto século.”[2]



Notas de rodapé:

[1] Sahih Al-Bukhari #???

[2] Sahifah Hammam ibn Munabbih, by Muhammad Hamidullah, pp. 79-81.

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