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O destino dos não-muçulmanos

Descrição: A posição islâmica sobre o destino dos não-muçulmanos que viveram antes e depois do advento do Islam.

Por NewMuslims.com

Publicado em 02 Dec 2019 - Última modificação em 16 Sep 2017

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Categoria: Lições > Interação Social > Interação com não-Muçulmanos


Pré-requisitos

·       Uma introdução aos pilares do Islam e aos artigos da fé (duas partes).

Objetivos

·       Conhecer os judeus e cristãos aos quais fora prometido o Paraíso no Alcorão.

·       Aprender o significado correto de dois versículos do Alcorão frequentemente mal interpretados.

·       Conhecer a posição islâmica sobre o destino dos não-muçulmanos.

Termos em árabe

·       Tawhid - A unidade e singularidade de Allah em relação a Seu senhorio, Seus nomes e atributos e Seu direito de ser adorado.

·       Shirk - Uma palavra que implica associar parceiros a Allah ou conferir atributos divinos a alguém que não seja Allah; ou acreditar que a fonte de poder, dano e bênçãos vem de alguém que não seja Allah.

·       Kafir (plural: kuffar) - Incrédulo.

Os judeus e cristãos aos quais fora prometido o Paraíso no Alcorão

Os judeus e cristãos aos quais fora prometido o Paraíso no Alcorão eram muçulmanos - ou seja, eram verdadeiros monoteístas, praticavam o Tawhid, acreditavam em seus Profetas, não cometiam shirk (idolatria) - mas morreram antes da missão profética de Muhammad (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). Um versículo frequentemente mal interpretado do Alcorão refere-se a eles:

"Por certo, os que creem e os que praticam o judaísmo e os cristãos e os sabeus, qualquer dentre eles que creu em Allah e no Derradeiro Dia e fez o bem terá seu prêmio junto de seu Senhor; e nada haverá que temer por eles, e eles não se entristecerão." (Alcorão 2:62)

Os eruditos do Islam concordam que esse versículo não está falando sobre aqueles que acreditam que Jesus é o filho de Deus ou que igualam Jesus a Deus, ou sobre aqueles que acreditam que Allah é pobre e que eles são ricos, ou que rejeitam o Profeta Muhammad. Esse versículo fala dos seguidores originais de Moisés e Jesus que creram em seus profetas e adoraram somente Allah, mas que morreram antes da chegada do Profeta Muhammad. De fato, o Alcorão contém um capítulo inteiro, a surah Al Buruj (Alcorão 85), que fala dos mártires cristãos antes do advento do Profeta Muhammad, na história do 'povo da vala'.

Quanto ao versículo:

“Encontrarás, - dentre os homens, - que os judeus e os idólatras são os mais violentos inimigos dos crentes. E, em verdade, encontrarás que os mais próximos aos crentes, em afeição, são os que dizem: ‘Somos cristãos.’” (Alcorão 5:82)

O restante do versículo explica o significado correto. Refere-se aos cristãos que entraram no Islam, acreditaram no Profeta Muhammad e se beneficiaram dos ensinamentos do Alcorão. Os estudiosos do Alcorão dizem que esse versículo foi revelado referindo-se a Negus e seus seguidores que entraram no Islam quando um grupo de muçulmanos perseguidos emigrou de Meca para a Etiópia. O Profeta ofereceu a oração fúnebre, na ausência, por Negus quando ele morreu. Tanto no passado como nos dias de hoje, muitos cristãos entraram no Islam, por isso é dito que os cristãos são os mais próximos dos muçulmanos.

“Isso, porque há dentre eles clérigos e monges, e porque não se ensoberbecem. E, quando ouvem o que foi descido, para o Mensageiro, tu vês seus olhos se marejarem de lágrimas, pelo que reconhecem da Verdade. Dizem: ‘Senhor nosso! Cremos. Então, inscreve-nos entre as testemunhas da verdade.E por que razão não creríamos em Allah e na Verdade que nos chegou, enquanto aspiramos a que nosso Senhor nos faça entrar no Paraíso, com o povo íntegro?’ Então, pelo que disseram, Allah retribuiu-lhes Jardins, abaixo dos quais correm os rios; nesses, serão eternos. E essa é a recompensa dos benfeitores. E os que renegam a Fé e desmentem Nossos sinais, esses são os companheiros do Inferno.” (Alcorão 5: 82-86)

O fim dos não-muçulmanos

A posição islâmica de que judeus, cristãos e outros não-muçulmanos são Kuffar não significa que todos os não-muçulmanos serão destinados ao inferno. "O povo do livro" (judeus e cristãos) em nosso tempo pode ser dividido em duas categorias:

(I)   Aqueles que receberam a mensagem do Islam, que conhecem o Profeta Muhammad, para quem o sinal de Deus foi evidenciado, mas decidiram não acreditar nele. Segundo os estudiosos muçulmanos, eles são kuffar neste mundo e depois de morrer residirão para sempre no fogo do Inferno se morrerem sendo incrédulos e persistindo em sua rejeição. Além dos versículos do Alcorão citados acima, o Profeta Muhammad disse:

“Por Aquele em cuja mão está a vida de Muhammad, aquele entre os judeus e os cristãos que me ouve, mas não afirma sua crença no que me foi enviado e morre nesse estado (de descrença), não será mais do que um dos habitantes de fogo do Inferno.” [1]

“Quando o Dia da Ressurreição chegar, um pregador dirá: 'Que cada povo siga o que adorava’. Então todos os que adoravam ídolos e pedras em vez de Allah cairão no fogo, até que restará apenas os justos e os pecadores que adoravam a Allah e outros do povo do Livro. Então os judeus serão convocados e serão informados: 'O que adoravam?'. Eles dirão: 'Adorávamos Uzair, filho de Allah'. Será dito a eles: ‘Mentem, Allah nunca teve esposa ou filho. O que querem agora?’ Dirão: ‘Temos sede, ó Senhor nosso! Sacia nossa sede’. Serão dirigidos (a uma certa direção) e lhes será dito: ‘Vão ali beber água’. (E encontrarão, para seu grande desânimo, que) era apenas uma miragem, então serão empurrados para o fogo, (e as furiosas chamas) se consumirão umas às outras e cairão no Fogo. Então os cristãos serão chamados e perguntados: 'O que adoravam?'. Eles dirão: 'Adorávamos Jesus, filho de Allah'. Será dito a eles: 'Mentem; Allah não tomou para si uma esposa nem filho'. Logo lhes será dito: 'O que querem?' Eles dirão: ‘Temos sede, ó Senhor nosso! Sacia nossa sede'; e eles também sofrerão o mesmo destino.” [2]

(II)  A segunda categoria, aqueles que não receberam a mensagem do Islam ou lhes chegou distorcida, ou não ouviram falar do Profeta Muhammad. Eles serão testados no Dia do Juízo. Quem obedecer será salvo, quem desobedecer será condenado.

Como você pode ver, o destino de ambas as categorias de pessoas será diferente na vida após a morte, mas neste mundo todos são considerados kuffar por consenso de juristas muçulmanos. O que isso significa? Primeiro, é obrigatório pregar-lhes a mensagem do Islam. Segundo, o Islam é a única religião verdadeira de todos os profetas com um plano universal de salvação; todas as outras religiões são falsas e inaceitáveis aos olhos de Allah. Terceiro, as regras para não-muçulmanos se aplicam a eles. Por exemplo, independentemente de a mensagem do Islam chegar a um não-muçulmano ou não, uma mulher muçulmana não pode se casar com um homem judeu ou cristão. Além disso, não podem ser enterrados em cemitérios muçulmanos, e a oração fúnebre não pode ser feita por eles.

Em conclusão, o Islam é uma religião universal. Sua inclusão se estende aos verdadeiros seguidores de todos os profetas, incluindo Moisés, Jesus e Muhammad. No entanto, exclui aqueles que distorceram os ensinamentos puros dos profetas, e que ainda optam por seguir a falsidade, mesmo depois de haver-lhes chegado a verdade.



Notas de rodapé:

[1] Sahih Muslim

[2] Sahih Al-Bukhari, Sahih Muslim

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