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A Preservação do Sagrado Alcorão

Descrição: O Alcorão tem sido preservado e transmitido como nenhum outro texto religioso no mundo. Foi transmitido primeiramente através da memorização e também da escrita. Esta lição apresenta as evidências disso.

Por Imam Mufti

Publicado em 12 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > O Alcorão Sagrado > Compreender o Alcorão


Objetivos

·       Apreciar a autenticidade do Sagrado Alcorão na sua forma original devido à sua meticulosa preservação e transmissão sem nenhuma alteração.

·       Consolidar a fé e a convicção no Sagrado Alcorão através da evidência da sua preservação e transmissão.

Termos em árabe

·       Sunnah - A palavra Sunnah tem vários significados segundo a área de estudo; contudo o significado que geralmente se lhe atribui é: palavras, ações e aprovações do Profeta.

O Alcorão e a Sunnah do Profeta Muhammad são as duas fontes divinamente reveladas do Islam, e sobre elas são baseadas a fé e a prática religiosa islâmica.

Algumas pessoas podem se perguntar: "Por que é que é importante para um novo muçulmano aprender sobre esse assunto?"  Em primeiro lugar, porque saber pelo menos a informação básica  aumentaria a sua fé e confiança de que está no caminho correto. Sentiria que a sua religião não é meramente baseada em alegações, mas na revelação que Allah prometeu preservar e, de fato assim o fez. Em segundo lugar, uma pessoa armada com conhecimento básico é menos provável de ser afetada por quaisquer dúvidas que cruzarem o seu caminho.

Allah diz:

“Por certo, Nós fizemos descer o Alcorão e, por certo, dele somos Custódios.” (Alcorão 15:9)

Vejamos evidências de como foi preservado ao longo dos anos.

O Alcorão tem sido preservado e transmitido como nenhum outro texto religioso no mundo. Foi transmitido primeiramente através da memorização e também da escrita como iremos mostrar.

Evidência de que o Alcorão foi preservado através da escrita

Naquele época não havia máquinas impressoras. Os livros tinham que ser escritos manualmente por escribas especializados e fazer uma cópia requeria um processo semelhante. O Alcorão foi ditado palavra por palavra e letra por letra pelo próprio Profeta aos escribas especializados.[1] O Profeta faleceu em 632 E.C. Mais tarde, Abu Bakr, o primeiro líder dos muçulmanos, reuniu os manuscritos originais num único livro, e algum tempo depois, quando o império muçulmano se espalhou do Oriente ao Ocidente, Uthman, o genro do profeta e o terceiro Califa, mandou que as cinco cópias do original fossem feitas e distribuídas para todas as partes do mundo muçulmano uns vinte anos mais tarde.[2]

Hoje, temos três manuscritos do Alcorão que remontam à época do genro do Profeta, o Califa Uthman.

(1) O Manuscrito de Samarcanda, localizado em Tashkent, no Usbequistão. Foi escrito num pergaminho feito de pele de gazela. De acordo com o Programa Memória do Mundo da UNESCO, um ramo do sistema das Nações Unidas, "é a versão definitiva, conhecida como o Mushaf de Uthman, superando todas as outras versões."[3]

Von Denffer, um erudito alemão, escreveu sobre o manuscrito:

“Talvez seja o manuscrito Imam (nome dado à cópia que o próprio Uthman mantinha) ou uma das outras cópias feitas na época de Uthman.”[4]

 

Figura 1 Este manuscrito, guardado pela Organização Islâmica de Usbequistão, é a versão escrita do Alcorão mais antiga que existe.  É a versão completa, conhecida como o Mushaf de Uthman, superando todas as outras versões. Imagem cedida pelo Programa Memória do Mundo, UNESCO.

Figura 2 O Sagrado Alcorão de Uthman na sua vitrine de vidro. Imagem cedida pelo Programa Memória do Mundo.

(2) O manuscrito do Museu do Palácio Topkapi.[5]

(3) O terceiro manuscrito é conservado na Mesquita Al-Hussein, no Cairo, Egito e pode ser visto abaixo.

Figura 3 Um manuscrito inicial do Alcorão na Mesquita Al-Hussein, no Cairo, Egito. Imagem cortesia de http://www.islamic-awareness.org.

Von Denffer escreveu acerca desse manuscrito:

“...é bastante provável que tenha sido copiado do Mushaf de Uthman.”[6]

Conclusão

Concluiremos esta parte com as observações de Von Denffer:

“Por outras palavras, duas das cópias do Alcorão que  foram originalmente escritas na época do Califa Uthman, estão atualmente disponíveis para nós e o seu texto e organização podem ser comparados por todo aquele que esteja interessado nisso, com qualquer outra cópia do Alcorão quer seja impressa ou manuscrita, de qualquer lugar ou período de tempo. Descobriráão que eles são idênticos.”[7]

Evidência de que o Alcorão foi preservado através da memorização

Allah fez com que o Alcorão fosse fácil de memorizar:

“E, com efeito, facilitamos o Alcorão, para a recordação. Então, há quem disso se recorde?” (Alcorão 54:17)

A facilidade com que o Alcorão é memorizado é incomparável. Não existe nenhuma outra escritura sagrada ou texto religioso no mundo que seja de tão fácil memorização, até mesmo as pessoas que não são falantes da língua árabe conseguem facilmente memorizar o Alcorão. Raramente encontramos pessoas que tenham memorizado toda a Bíblia, enquanto que o Alcorão inteiro é memorizado por quase todos os eruditos muçulmanos e por milhões de muçulmanos em geral, geração após geração.  Quase todos os muçulmanos têm uma porção do Alcorão memorizada para recitar nas suas orações.  Estes são os passos que tradicionalmente se tomam para dominar a memorização do Alcorão:

Primeiro, o Alcorão é memorizado por meninos e meninas a partir de uma tenra idade. O processo normalmente leva de 2 a 4 anos.

Segundo, não é suficiente apenas memorizar o Alcorão. O Alcorão não se trata apenas de palavras, mas também de sons e significado. O Alcorão deve ser pronunciado exatamente da mesma forma que foi recitado pelo Profeta de Allah há 1400 anos atrás. Deve ser recitado da mesma forma que foi revelado por Allah. Isso é feito através de uma sólida tradição de 1400 anos de domínio das regras da recitação (tajwid) aos pés de um mestre que por sua vez adquiriu o conhecimento do seu professor, formando uma cadeia sem interrupções que pode ser traçada de volta ao Profeta de Allah. O processo geralmente leva de 3 a 6 anos. Depois de se dominar as regras da recitação e os erros forem revisados, é emitida à pessoa uma licença formal (ijaza) certificando de que ele ou ela domina as regras da recitação e pode agora recitar o Alcorão da mesma forma que foi recitado por Muhammad, o Profeta de Allah.

A.T. Welch, um orientalista não muçulmano, escreveu:

“Para os muçulmanos, o Alcorão é muito mais do que uma escritura ou uma literatura sagrada no sentido habitual que se lhe dá no Ocidente. A sua principal importância para a maioria ao longo dos séculos tem sido a sua forma oral, a forma em que primeiro surgiu, como a "recitação" proferida por Muhammad aos seus seguidores por um período de mais de vinte anos… As revelações foram memorizadas por alguns dos seguidores de Muhammad durante a sua vida, e a tradição oral que foi então estabelecida tem tido uma história contínua desde então, em algumas formas é independente e até superior ao Alcorão escrito… Ao longo dos séculos, a tradição oral de todo o Alcorão tem sido preservada por recitadores profissionais (os kurra). Até mais recentemente, a importância do Alcorão recitado era raramente compreendida na sua plenitude no Ocidente."[8]

Não são apenas as palavras do Alcorão que têm sido preservadas, mas também os sons originais dessas palavras. Nenhum outro texto religioso tem sido preservado de um modo semelhante - uma alegação que pode ser verificada por qualquer leitor objetivo. Assim, o Alcorão permanece único e incomparável no seu modo de preservação através dos séculos, tal como foi profetizado e prometido pelo próprio Allah.

 

Figura 4 A imagem é uma típica licença (ijaza) emitida ao se concluir uma recitação aperfeiçoada do Alcorão, certificando que o recitador é parte de uma cadeia ininterrupta de recitadores que remonta ao Profeta do Islam. A imagem acima é o certificado de ijaza do Qari Mishari bin Rashid al-Afasy, um famoso recitador de Kuwait, emitido pelo Sheikh Ahmad al-Ziyyat. Imagem cortesia de http://www.alafasy.com.

 

Comment

 



Notas de rodapé:

[1] Ahmad von Denffer (um erudito alemão). Ulum Al Quran, p. 43.

[2] Para uma análise mais aprofundada, por favor refira-se ao excelente trabalho por um erudito da Universidade de Oxford, The History of the Quranic Text from Revelation to Compilation: A Comparative Study with the Old and New Testaments, do Dr. Mustafa al-Azami.

[3] http://www.unesco.org.

I. Mendelsohn, The Columbia University Copy Of The Samarqand Kufic Quran, The Moslem World, 1940, p. 357-358.

A. Jeffery & I. Mendelsohn, The Orthography Of The Samarqand Quran Codex, Journal Of The American Oriental Society, 1942, Volume 62, pp. 175-195.

[4] Ahmad von Denffer. Ulum Al Quran, p. 63.

[5] O website do Museu é http://www.ee.bilkent.edu.tr/%7Ehistory/topkapi.html

[6] Ahmad von Denffer. Ulum Al Quran, p. 62.

[7] Ahmad von Denffer. Ulum Al Quran, p. 64.

[8] The Encyclopedia of Islam, "The Quran in Muslim Life and Thought".

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