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A etiqueta do banho ritual (ghusl)

Descrição: Dado que o Islam é um modo de vida completo, nos ensina a melhorar e a manter nossa higiene. Esta lição inclui a etiqueta islâmica do banho e a sua relação com a pureza espiritual. É dada uma atenção especial aos aspetos exclusivos às mulheres muçulmanas.

Por Imam Mufti

Publicado em 12 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Estilo de Vida, Valores Morais e Práticas Islâmicas > Valores Morais e Práticas Gerais


Pré-requisitos

·       Como fazer a oração para iniciantes (2 partes).

Objetivos

·       Compreender a relação entre o banho e a boa saúde.

·       Aprender a maneira correta de realizar o banho ritual.

·       Compreender quais as situações em que o banho ritual é necessário e outros assuntos relacionados.

Termos Árabes

·       Wudu – ablução.

·       Salah – palavra árabe para indicar a relação direta entre o crente e Allah. Mais especificamente, no Islam refere-se às cinco orações diárias formais, e é o mais importante ato de adoração.

·       Ghusl – banho ritual.

·       Jihad – Um grande esforço; esforçar-se num determinado assunto; pode também referir-se a uma guerra legítima.

·       Hadith – (plural – ahadith) é um relato ou uma história. No Islam, refere-se a um registro narrativo dos ditos e ações do Profeta Muhammad e seus companheiros.

Introdução

Para muitas pessoas, os principais objetivos do banho são remover a sujidade e os odores e livrar-se das células mortas da pele - basicamente manter uma boa higiene. Para além disso, as pessoas lavam-se para se sentirem limpas, cheirarem bem, e revitalizarem-se ou relaxarem. Uma boa higiene ajuda a melhorar a saúde e a prevenir doenças.

O Islam é um modo de vida completo e nos ensina como melhorar e manter nossa higiene. A etiqueta do banho é elevada ao nível de prática religiosa, e a boa higiene está ligada à pureza espiritual. Um novo muçulmano deve aprender as regras simples do banho de forma a manter a limpeza física e espiritual. Ghusl é a palavra árabe para a lavagem, especificamente a lavagem de todo o corpo com água de uma forma preceituada. Às vezes é também chamado de "banho ritual" ou "ablução maior" para distingui-lo da "ablução menor" (wudu). Quando um indivíduo deseja purificar-se de um estado de impureza maior, deve lavar-se tendo no coração a intenção de se purificar.

A água como um elemento de purificação não é algo exclusivo do Islam, mas é também comum no judaísmo, cristianismo, hinduísmo, xintoísmo, e outras religiões. No judaísmo, a água tem sido usada tradicionalmente no mikvah (banho judeu) e nos rituais de conversão. Além disso, o banho ritual (ghusl) não se deve confundir com o batismo, um ritual realizado para se ser admitido em certas igrejas cristãs, que varia nas suas formas e ritos tais como a imersão na água ou molhar a cabeça começando pela frente. Pelo contrário, o banho ritual (ghusl) não está associado com a expiação de nenhum pecado.

Nesta lição, iremos aprender como e quando devemos realizar o banho ritual. Também veremos os requisitos do banho ritual específicos às mulheres muçulmanas.

Como se realiza o banho ritual?

O suficiente num banho ritual é que a pessoa lave todo o corpo, porém a ordem e o modo correto de realizar o banho ritual, conforme o Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez, é o seguinte:

(1)  A pessoa deve fazer a intenção de se purificar no seu coração, de forma prescrita, para buscar a satisfação de Allah. A intenção é algo simples que transforma um banho comum num ato de adoração a Allah.

(2)  Dizer "Bissmillah" [que significa: (inicio) em nome de Allah].

(3)  Lavar ambas as mãos três vezes.

(4)  Lavar os órgãos genitais com a mão esquerda.

(5)  De seguida, fazer a ablução (wudu) como se faz para a oração:

·       Lavar as mãos três vezes.

·       Enxaguar a boca e o nariz.

·       Lavar o rosto três vezes.

·       Lavar a mão direita até ao cotovelo três vezes.

·       Fazer o mesmo com a mão esquerda.

·       Passar a mão molhada por toda a cabeça e pelas orelhas (por dentro e por fora).

O Profeta costumava deixar a lavagem dos pés para o final do seu banho ritual. Pode-se lavá-los neste momento ou deixá-los para o final, e lava-se primeiro o pé direito.

(6)  Derramar água sobre a cabeça três vezes, deixar que a água alcance as raízes do cabelo.

(7)  Derramar água sobre todo o corpo, iniciando pelo lado direito e de seguida o lado esquerdo, lavar as axilas, o interior das orelhas, dentro do umbigo, entre os dedos e qualquer outra parte do corpo que se possa lavar com facilidade.[2]

Quando é obrigatório realizar o banho ritual?

Sem o banho, não se podem realizar certos atos de adoração; a negligência nesses casos é um pecado. As seguintes situações exigem que o muçulmano realize o banho ritual

1.       A ejaculação ou a secreção do líquido orgásmico

Se a ejaculação ou a secreção do líquido orgásmico vir acompanhada de prazer sexual, o banho ritual torna-se obrigatório. Não é obrigatório tomar um banho ritual se a ejaculação ou a secreção acontecer acidentalmente, sem prazer sexual.

O banho ritual torna-se obrigatório quando a ejaculação ou a secreção do líquido orgásmico:

(a)  é devido a uma estimulação em estado de alerta (como no caso do coito ou da masturbação) que resulta numa ejaculação.[3]

(b)  se dá quando a pessoa está dormindo (como no caso dos sonhos molhados[4]). Por outras palavras, se a pessoa não sente que teve um sonho úmido, porém ao despertar nota que está molhada, então deve realizar o banho ritual.

O banho ritual não é necessário nos seguintes casos:

(a)   se a ejaculação acontecer de forma espontânea, sem nenhuma sensação de desejo ou de prazer sexual, como nos casos de doença ou do frio.

(b)  se sentir que teve um sonho molhado, porém ao despertar não encontrar sinais do mesmo, então não tem a obrigação de fazer o banho ritual.

2.       Penetração.[5]

Se o pênis penetrar na vagina, o banho ritual torna-se obrigatório para ambos os cônjuges, não importando se houve ou não ejaculação, ou se foi ou não usado um preservativo. Meras carícias ou o contato externo entre os genitais não torna o banho ritual necessário.

3.       A menstruação e o sangramento pós-parto

Uma mulher deve tomar o banho ritual depois de terminar o seu período menstrual, o que se reconhece por uma secreção esbranquiçada geralmente conhecida pelas mulheres. A mulher também deve realizar o banho ritual logo depois do seu sangramento pós-parto. Em ambos os casos, é necessário que tome um banho ritual antes de retomar as orações (salah), o jejum e as relações conjugais com o seu esposo.[6]

4.       A morte

Deve-se dar um banho ritual (ghusl) no cadáver de um muçulmano ou muçulmana, exceto nos casos em que a causa da morte tenha sido pelas feridas causadas no Jihad[8] (esforço ou combate pela causa de Allah).

5.       Ao entrar no Islam

Alguns eruditos defendem que o banho ritual (ghusl) é obrigatório para um novo muçulmano que recentemente entrou no Islam[9], para poder se purificar da impureza maior. Por essa razão, é melhor realizá-lo para se estar do lado seguro.

Nas lições seguintes, aprenderemos sobre outras ocasiões em que o banho é prescrito, não como obrigação mas sim como recomendação.



Notas de rodapé:

[1] Umm Salama relatou que o Mensageiro de Allah disse-lhe que depois da relação sexual: "É suficiente derramar água três vezes pela cabeça com a mão e depois derramar água sobre o resto do corpo, e assim estarás purificada." (Sahih Al-Bukhari)

[2] Esta narração baseia-se no relato da esposa do Profeta, Aisha: "Quando o Profeta (que a misericórdia e as bênçãos de Allah estejam sobre ele) tomava um banho após a relação sexual, começava lavando primeiro as mãos. Em seguida, com a sua mão direita derramava água sobre a mão esquerda e lavava os seus órgãos genitais, depois fazia uma ablução tal como se faz para a oração, seguidamente pegava um pouco da água e esfregava [a cabeça] até que os seus dedos tocassem as raízes dos seus cabelos e até verificar que a água alcançava o couro cabeludo, e então derramava água sobre a cabeça três vezes e depois sobre o resto do seu corpo." (Citado em Sahih Al-Bukhari e Sahih Muslim)

[3] O Mensageiro de Allah disse: "A água (o banho) é obrigatória depois da ejaculação." (Sahih Muslim).  Além disso, não é permitido que um muçulmano recorra à masturbação para satisfazer os seus desejos sexuais.

[4] Uma emissão noturna é a ejaculação que os homens às vezes apresentam enquanto dormem, é também chamada de "sonho molhado". As ejaculações noturnas são comuns durante a adolescência e a juventude, e são o resultado de acumulação do esperma produzido pelo corpo. Contudo, podem ocorrer em qualquer outra etapa da vida. Podem ou não ser acompanhadas de sonhos eróticos.  Alguns homens acordam durante a sua ejaculação enquanto que outros continuam a dormir.

[5] O Profeta disse: "Se houver penetração então o ghusl torna-se obrigatório." (Musnad, Sahih Muslim)

[6] Allah disse no Alcorão:  "Abstende-vos, pois, das mulheres durante a menstruação e não vos acerqueis delas até que se purifiquem; quando estiverem purificadas, aproximai-vos então delas, como Deus vos tem disposto (...)." (Alcorão 2:222) O Mensageiro de Allah também disse a uma das suas discípulas: "Não rezes durante o teu período menstrual. Quando terminar, toma o banho ritual e então reza." (Sahih Al-Bukhari, Sahih Muslim)

[7] Quando Zainab, a filha do Profeta, faleceu, ele disse: "Lavem-na com água de três a cinco vezes, ou o quanto acharem necessário." (Sahih Al-Bukhari)

[8]  Num hadith autêntico, Jabir Ibn Abdullah disse que o Profeta ordenou que se cobrissem os corpos dos mártires de Uhud e os enterrassem aos pares com "o sangue nos seus corpos; e não foram lavados e nem se fez a oração fúnebre sobre eles".  (Sahih Al-Bukhari)

[9] Isto é baseado na ordem do Profeta a Abu Talha, um muçulmano novo, de tomar um banho ghusl ao entrar no Islam (citado por Ahmad).

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