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Introdução ao Jejum

Descrição: Uma lição sobre a perspectiva islâmica do jejum e suas virtudes, comparada com as sociedades primitivas e outras religiões.

Por Imam Mufti

Publicado em 09 Dec 2019 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Atos de Adoração > O Jejum


Pré-requisitos:

·       Uma introdução aos pilares do Islam e aos artigos da fé (2 partes).

Objetivos:

·       Compreender o conceito do jejum entre as sociedades primitivas: o judaísmo e o cristianismo.

·       Compreender o conceito do jejum no Islam.

·       Conhecer as virtudes do mês de Ramadan e o jejum.

Termos em árabe:

·       Ramadan – Nono mês do calendário lunar islâmico. É o mês em que foi prescrito o jejum obrigatório.

·       Salah  Palavra em árabe para indicar a conexão direta entre o crente e Allah. Mais especificamente, no Islam, refere-se às cinco orações diárias formais e é o ato de adoração mais importante.

·       Laylat al-Qadr – Uma noite abençoada entre os últimos dez dias do Ramadan, o mês do jejum.

Prévia sobre o jejum

O jejum não é exclusivo dos muçulmanos. Vem sendo praticado durante séculos em conexão a cerimônias religiosas por cristãos, judeus, confucionistas, hindus, taoistas entre outros. Allah disse:

“Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus.” (Alcorão 2:183)

Porém, igual aos outros rituais, o jejum foi também alterado e corrompido.

O jejum nas sociedades primitivas

O jejum foi feito parte dos ritos de fertilidade em cerimônias primitivas realizadas nos equinócios de inverno e outono. Algumas sociedades primitivas jejuavam para evitar catástrofes ou como expiação pelos pecados cometidos. Os nativos norte americanos jejuaram para evitar desastres que se aproximavam. Os aborígines do México e os Incas do Peru fizeram jejuns penitenciais para apaziguar seus deuses. As nações antigas do mundo antigo, como os assírios e os babilônios, praticavam jejum por penitência.

O jejum no Judaísmo e no Cristianismo

Os judeus faziam jejum como forma de penitência e purificação anualmente no dia do perdão ou Yom Kippur, que corresponde ao décimo dia do mês Muharram (Ashura) do calendário islâmico. Neste dia não é permitido comer ou beber. 

Os cristãos primitivos associavam jejum com penitência e purificação. Durante os dois primeiros séculos de sua existência, a igreja cristã estabeleceu o jejum como uma preparação voluntária para receber os sacramentos da Santa Comunhão e do batismo, e para a ordenação dos sacerdotes. Posteriormente, esses jejuns foram tornados obrigatórios, assim como outros dias adicionados aos primeiros. No século VI, a quaresma foi aumentada para quarenta dias, em cada um dos quais só era permitida uma refeição. Após a chegada da reforma, o jejum foi preservado pela maioria das igrejas protestantes e foi tornado opcional em alguns casos. No entanto, os protestantes mais rigorosos, como os puritanos, condenaram não só os festivais da Igreja Católica, mas também os jejuns tradicionais.

Na Igreja Católica Romana, jejum geralmente significa abstinência parcial de comida e bebida ou abstinência total. Os dias de jejum dos católicos romanos são Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa.

Nos Estados Unidos, o jejum é praticado principalmente por episcopais e luteranos entre protestantes, judeus ortodoxos e conservadores e católicos. 

Jejum secular: a greve de fome

De um ritual vazio, o jejum chegou a outro extremo no Ocidente: a greve de fome, uma forma de jejum que nos tempos modernos se tornou uma arma política, depois de ter sido popularizado por Mohandas Gandhi, líder do movimento independentista hindu, que jejuou para forçar seus seguidores a cumprir seu princípio de não-violência. 

O jejum no Islam

O Islam tem prescrito e mantido o ritual do jejum ao longo dos séculos como um meio para purificar a alma humana impedida de se aproximar do seu Criador por motivações egoístas e instintos básicos. Tem um status especial entre os rituais de adoração devido à dificuldade da sua realização. Põe um freio nas emoções humanas mais selvagens e descontroladas, das quais as mais difíceis de subjugar são o orgulho, a ganância, a gula, a luxúria, a inveja e a raiva. Tais emoções, por sua natureza, são difíceis de controlar, por isso a pessoa deve esforçar-se muito para discipliná-las. O jejum ajuda a conquistar isso.

O calendário islâmico consiste em doze meses lunares. Os muçulmanos calculam o seu ano pelos ciclos da lua e não pelo sol, de modo que o ano lunar islâmico é onze dias mais curto do que o solar cristão. Os muçulmanos são proibidos de ajustar o seu ano, acrescentando um mês extra, tal como os judeus fazem para manter o seu ano lunar em sincronia com as estações do ano. Assim, os meses do ano islâmico não estão relacionados com as estações do ano. Cada mês dura 29 ou 30 dias e pode chegar em qualquer estação do ano. Um novo mês começa quando é avistada a lua nova à noite. O nono mês chama-se Ramadan e é dedicado ao jejum. Os indianos e os paquistaneses pronunciam Ramazan. 

Em seguida, listaremos as virtudes e recompensas deste mês e do jejum em geral. Na próxima lição aprenderemos como jejuar. Na terceira parte, vamos analisar os aspectos sociais do Ramadan. Na quarta e última lição, vamos aprender sobre o fim das atividades deste mês. 

Virtudes do mês de Ramadan

Para nos motivar e preparar para esse mês de Ramadan, devemos conhecer suas virtudes como descreve o Alcorão e o Profeta Muhammad (que a a misericórdia e as bençãos d Allah estejam sobre ele).

(1)  Jejuar no Ramadan é um dos cinco pilares do Islam, como o salah. É o único mês islâmico mencionado pelo nome no Alcorão.

(2)  O Alcorão Sagrado começou a ser revelado no Ramadan.

(3)  Uma única noite, que cai nos últimos dez dias do Ramadan, é tão virtuosa que a adoração realizada nela é superior a mil meses. Um capítulo inteiro do Alcorão tem o nome desta noite especial chamada Laylat Al Qader.

(4)  Jejuar no Ramadan é considerado o equivalente a jejuar dez meses.[1]

(5)  Quem jejuar no Ramadan com devoção e esperança em sua recompensa, terá todos os seus pecados passados perdoados.[2]

(6)  Quando o Ramadan começa, as portas do Paraíso são abertas e as do Inferno fechadas, como uma indicação da graça divina intensificada este mês; além disso, os principais demônios estão acorrentados e o mal é reduzido.[3]

Virtudes do jejum

(1)  Allah escolheu para Si o jejum e o recompensará de modo imensurável e multiplicado.[4]

(2)  O jejum não tem equivalente.[5]

(3)  As súplicas de quem jejua não serão rejeitadas.[6]

(4)   Aquele que jejua tem dois momentos de felicidade: o primeiro quando interrompe o jejum e o segundo quando encontra o seu Senhor e se enche de alegria por ter jejuado.[7]

(5)  O odor exalado pela boca do jejuador é mais agradável para Allah do que a essência do almíscar.[8]

(6)  O jejum é proteção e defesa contra o fogo do inferno.[9]

(7)  Allah afasta setenta anos de distância do fogo alguém que jejuou um dia por devoção sincera a Allah.[10]

(8)  Aquele que jejua um dia por devoção a Allah entrará no Paraíso se esse dia for o último dia de sua vida.[11]

(9)  Uma das portas do Paraíso, al-Rayyan, é dedicada aos jejuadores e ninguém mais atravessará depois deles, pois estará fechada. [12]

(10) No momento de quebrar o jejum, Allah, em Sua graça infinita, escolhe as pessoas para se libertarem do fogo do inferno .[13]



Notas de rodapé:

[1] Sahih Muslim

[2] Sahih Al-Bukhari

[3] Sahih Al-Bukhari

[4] Sahih Al-Bukhari

[5] Nisai

[6] Bayhaqi

[7] Sahih Muslim

[8] Sahih Muslim

[9] Sahih Ahmad

[10] Sahih Muslim

[11] Sahih Ahmad

[12] Sahih Al-Bukhari

[13] Ahmad

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