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A idade de Ouro Islâmica (parte 1 de 2)

Descrição: A lição será sobre a "Idade de Ouro" da ciência islâmica e as contribuições dos muçulmanos para a nossa civilização.

Por Imam Mufti (© 2015 NewMuslims.com)

Publicado em 12 Jan 2020 - Última modificação em 25 Jun 2019

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Categoria: Lições > Interação Social > A Comunidade Muçulmana


Objetivos:

·       Aprender o significado da expressão "ciência islâmica". 

·       Apreciar a história básica da contribuição muçulmana à civilização.

·       Conhecer as contribuições muçulmanas à medicina.

 Introdução

Há muitos mal-entendidos no Ocidente sobre a natureza do Islam, há também muita ignorância sobre a dívida que nossa própria cultura e civilização têm com o mundo islâmico. É um fracasso que deriva, creio eu, da camisa-de-força da história que herdamos.' (Prince Charles num discurso proferido na Universidade de Oxford, 27 de Outubro de 1993).

O Islam não se opõem à educação, e a afirmação de que faz isso é infundada. A história demonstra sem sombra de dúvidas que nenhuma religião trouxe tanto progresso cientifico como o Islam. O Islam nunca colocou uma barreira para a ciência e o progresso. 

A expressão "ciência islâmica" faz referência às ciências desenvolvidas pelos muçulmanos a partir do século II. Os cientistas muçulmanos fizeram contribuições significativas no campo da matemática, astronomia, geografia, física e medicina.

História

A história da ciência na Europa e no Ocidente reconhece o trabalho realizado pelos sábios gregos e romanos até o ano 300 E.C., e logo retoma o caminho no ano 1500 E.C., o começo do Renascimento, mas convenientemente saltam as realizações sociais, políticas e científicas entre 300 e 1500 E.C, que engloba a "Idade de Ouro" das ciências islâmicas, de 700 a 1500 E.C.

Durante este período, artistas, engenheiros, estudiosos, poetas, filósofos, geógrafos e comerciantes do mundo islâmico contribuíram para a agricultura, artes, economia, indústria, direito, literatura, navegação, filosofia, ciência, sociologia e tecnologia, preservando tradições anteriores e adicionando suas próprias invenções e inovações. Além disso, neste momento, o mundo muçulmano tornou-se um importante centro intelectual para a ciência, filosofia, medicina e educação. Em Bagdá, estabeleceram-se as "Casa da Sabedoria", onde estudiosos, muçulmanos e não-muçulmanos, procuravam reunir e traduzir o conhecimento do mundo para o árabe, no Movimento de Tradução. Muitas obras clássicas da antiguidade, que de outra forma teriam sido esquecidas, foram traduzidas para o árabe e mais tarde para o turco, sindhi, persa, hebraico e latim. O conhecimento foi sintetizado a partir de obras da antiga Mesopotâmia, Roma antiga, China, Índia, Pérsia, Egito antigo, África do Norte, Grécia antiga e civilizações bizantinas. Dinastias muçulmanas rivais como os Fatímidas do Egito e os Omíadas de Andaluzia foram também importantes centros intelectuais, com cidades como o Cairo e Córdoba competindo com Bagdá. O Império Islâmico foi a primeira civilização verdadeiramente universal, reunindo pela primeira vez povos tão diversos como os chineses, indianos, povos do Oriente Médio e do Norte da África, africanos negros e brancos europeus. Uma inovação importante desse período foi o papel, originalmente um segredo bem guardado pelos chineses. A arte da fabricação de papel foi obtida através de prisioneiros capturados na Batalha de Talas (751 E.C.), e se espalhou para as cidades islâmicas de Samarkand e Bagdá. Os árabes melhoraram as técnicas chinesas de utilização da casca de amora, utilizando amido para explicar a preferência dos muçulmanos pelas penas em vez das dos chineses pelos pincéis. Em 900 E.C., haviam centenas de lojas que empregavam escribas e encadernadores de livros em Bagdá, e começaram a ser criadas bibliotecas públicas. A partir daí, a produção de papel estendeu-se para o oeste desde o Marrocos e depois para a Espanha, e de lá para a Europa no século XIII. Uma das maiores contribuições dos muçulmanos foi no campo da medicina.

Medicina

Os árabes entraram em contato com os sistemas médicos gregos, iranianos e índios. Os muçulmanos os estudaram e os conservaram. O Califa Maamun traduziu para o árabe os livros gregos de medicina. Novos livros de medicina foram logo usados em todo o território islâmico. Escreveram manuais de medicina e cirurgia e lançaram as bases do Renascimento Europeu. Algumas conquistas:

·       Em 1168 E.C.,em Bagdá haviam 60 instituições médicas.

·        O colégio médico Mustansiria de Bagdá  estava localizado em edifícios magníficos, sua biblioteca tinha livros científicos raros e um grande refeitório para servir os alunos. As enfermeiras serviam os doentes e os pacientes. Os maiores hospitais das grandes cidades também eram centros de ensino. Cada hospital tinha enfermarias separadas para homens e mulheres.

·       Abdul-Latif foi um famoso escritor muçulmano sobre anatomia. Dissecou o corpo humano no século XI para conhecer melhor a anatomia humana. 

·       Em fisiologia Burhan ud-Din escreveu que no sangue continha açúcar, 300 anos antes que o Sr William Harvey.

·       Ibn an-Nafis foi o primeiro em descobrir os dois sistemas circulatórios, aórtico e pulmonar, três séculos antes que William Harvey da França ter descoberto. 

·       Ibn Abi Hazm de Damasco explicou a teoria da circulação sanguínea em detalhes e demonstrou que os alimentos são combustíveis para manter o calor corporal. 

·       Ar-Razi,conhecido no mundo europeu como Rhazes, foi um dos maiores médicos muçulmanos que descobriu o ácido no estômago. Dizem que usou o álcool pela primeira vez como antisséptico.

·       Na Idade Média, podia-se comprar uma pomada famosa na França. Se dizia que podia curar quase tudo, o que, naturalmente, não acontecia. Era conhecida como Blanc de Rhazes, por um médico muçulmano, Ar-Razi. O interessante não é a pomada em si, mas o nome. Os comerciantes franceses sabiam que com o nome Razi, as pessoas o comprariam. Isso mostra até que ponto os europeus confiavam nos medicamentos do mundo muçulmano.

·       Ar-Razi escreveu o primeiro livro sobre enfermidades infecciosas no qual explicou a diferença entre sarampo e varíola. Dois de seus outros livros foram traduzidos do latim e foram utilizados como livros de referência na Europa Ocidental na Idade Média. Ar-Razi escreveu 175 livros em média. Sua enciclopédia médica de 23 volumes seguiu sendo uma referência médica Standard na Europa durante vários séculos.

·       Ibn Sina (Avicena para os Europeus) explicou o processo de digestão e descobriu que as secreções na boca se misturavam e digeriam. Tudo isso foi muito antes do Ocidente conhecer. A teoria de que os germens causam enfermidades foi desenvolvida por cientistas árabes. Ibn Sina sobressaiu em bacteriologia, a base da ciência moderna dos microrganismos.

·       Pela primeira vez, Ibn Sina sugeriu que os vasos afetados devem ser removidos na operação para o tratamento de câncer. Descobriu a meningite e a forma que se propagam as epidemias.

·        As obras de Ibn Sina são as maiores conquistas da medicina contemporânea. No Ocidente o chamaram de "Príncipe dos médicos". Seu livro Qanun fit-Tibb,sem dúvida é o mais famoso de todos os livros em toda a história da medicina! Foi ensinado durante várias centenas de anos no Ocidente. Suas traduções no latim apareceram uns 100 anos depois de sua morte. Foi impresso 36 vezes nos séculos XV e XVI, mais do que muitos livros de medicina moderna!

·       Abul-Faraj descobriu os canais dos nervos que levam as sensações.

·       Os muçulmanos na Turquia tratavam da varicela com vacinas em 1679. Lady Montague, a esposa do Embaixador britânico na Turquia, foi quem levou para a Europa.  

·       Baha ud-Dawla descobriu a febre dos fenos em 1507, séculos antes do que foi descoberta pelos Europeus.  

·       Abul-Hasan at-Tabari foi o primeiro médico que ensinou ao mundo sobre a sarna. O primeiro a descobrir que a tuberculose era uma infecção. 

·       Abul-Qasim az-Zahrawi, conhecido no Ocidente como Abulcasis inventou vários instrumentos cirúrgicos, removeu cataratas e aperfeiçoou muitos procedimentos médicos. 

·       Ibn Zuhr, conhecido no Ocidente como Avenzoar, nasceu em Sevilha e começou a costurar feridas com fios de seda. 

·       Os médicos muçulmanos aplicaram anestesia para manter o paciente inconsciente durante sete dias enquanto os submetia a operações importantes. 

·       A cirurgia ocular também foi altamente desenvolvida, Ar-Razi foi o primeiro a resolver a operação de cataratas.

·       Os médicos muçulmanos inclusive prescreveram colírios de diferentes graus para a visão defeituosa. 

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